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Localização de CoimbraCoimbra é a capital do Distrito de Coimbra, e situa-se na região Centro de Portugal (4º15'N 0º27'O). Tem cerca de 106 800 habitantes. A pouco mais de 200 km de Lisboa e a 100 km do Porto, é banhada pelo rio Mondego. Foi capital nacional da cultura em 2003. É sede de um município com 316,83 km² de área e 148 474 habitantes (2001), subdividido em 31 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Mealhada, a leste por Penacova, Vila Nova de Poiares e Miranda do Corvo, a sul por Condeixa-a-Nova, a oeste por Montemor-o-Velho e a noroeste por Cantanhede. Breve história de Coimbra
Cidade de ruas estreitas, pátios, escadinhas e arcos medievais, Coimbra foi berço de nascimento de seis reis de Portugal e da Primeira Dinastia, assim como da primeira Universidade do País e uma das mais antigas da Europa. Os Romanos chamaram à cidade, que se erguia pela colina sobre o rio Mondego, Aeminium. Mais tarde, com o aumento da sua importância passou a ser sede de Diocese, substituindo a cidade romana Conimbriga, donde derivou o seu novo nome. Em 711 os mouros chegaram à Península Ibérica, e Coimbra não foi esquecida. Torna-se, então, um importante entreposto comercial entre o norte cristão e o sul árabe, com uma forte comunidade moçárabe. Em 1064 a cidade é definitivamente reconquistada por Fernando Magno de Leão. Coimbra renasce e torna-se a cidade mais importante abaixo do rio Douro, capital de um vasto condado governado pelo moçárabe Sesnando. Com o Condado Portucalense, o conde D. Henrique e a rainha D. Teresa fazem dela a sua residência, e viria a ser na segurança das suas muralhas que iria nascer o primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques, que faz dela a capital do condado, substituindo Guimarães (é aliás esta mudança da capital para os campos do Mondego que se virá a revelar vital para viabilizar a independência do novo país, a todos os níveis: económico, político e social). Qualidade que Coimbra conservará até 1255, quando a capital passa a ser Lisboa.
No século XII, Coimbra apresentava já uma estrutura urbana, dividida entre a cidade alta, designada
por Alta ou Almedina, onde viviam os aristocratas, os clérigos e, mais tarde, os estudantes, e a Baixa,
do comércio, do artesanto e dos bairros ribeirinhos. Desde meados do século XVI que a história da cidade passa a girar em torno à história da Universidade
de Coimbra, sendo apenas já no século XIX que a cidade se começa a expandir para além do seu casco
muralhado, que chega mesmo a desaparecer com as reformas levadas a cabo pelo Marquês de Pombal no final
do século XVIII. Estas reformas vão ter grande impacto principalmente na alta da cidade, onde são criadas
estruturas como o Jardim Botânico e alguns colégios da Universidade.
A primeira metade do século XIX traz tempos difíceis para Coimbra, com a ocupação da cidade pelas tropas de Junot e Massena, durante a invasão francesa e, posteriormente, a extinção das ordens religiosas. No entanto, na segunda metade de oitocentos, a cidade viria a recuperar o esplendor perdido – em 1856 surge o primeiro telégrafo eléctrico na cidade e a iluminação a gás, em 1864 é inaugurado o caminho-de-ferro e 11 anos depois nasce a ponte férrea sobre as águas do rio Mondego. A Universidade de Coimbra
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Última actualização: 03.10.2006
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No século XII, Coimbra apresentava já uma estrutura urbana, dividida entre a cidade alta, designada
por Alta ou Almedina, onde viviam os aristocratas, os clérigos e, mais tarde, os estudantes, e a Baixa,
do comércio, do artesanto e dos bairros ribeirinhos. Desde meados do século XVI que a história da cidade passa a girar em torno à história da Universidade
de Coimbra, sendo apenas já no século XIX que a cidade se começa a expandir para além do seu casco
muralhado, que chega mesmo a desaparecer com as reformas levadas a cabo pelo Marquês de Pombal no final
do século XVIII. Estas reformas vão ter grande impacto principalmente na alta da cidade, onde são criadas
estruturas como o Jardim Botânico e alguns colégios da Universidade.
